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O que comer pra ter mais magnésio: 12 alimentos que a sua despensa precisa

Magnésio é um dos minerais mais falados quando o assunto é saúde — e um dos menos lembrados na hora de montar a lista de compras. Não é difícil de encontrar. É questão de saber onde ele está de verdade.

Alimentos ricos em magnésio incluem sementes de abóbora, amêndoas, espinafre cozido, feijão preto, aveia em flocos, arroz integral e chocolate amargo acima de 70% de cacau. A necessidade diária para adultos é de 310 a 420 mg — alcançável com alimentação variada, sem suplemento na maioria dos casos.

Flatlay de amêndoas, sementes, lentilhas, quinoa e nozes em tigelas de porcelana sobre superfície de madeira

Foto: Vie Studio / Pexels

O que é magnésio e por que falta na dieta de tanta gente

Magnésio participa de mais de 300 reações no organismo: produção de energia, contração muscular, regulação da pressão arterial, síntese de proteínas. É um mineral de fundo — quando está em equilíbrio, você não percebe. Quando falta, o corpo avisa de formas que parecem desconexas entre si.

O problema está na dieta típica. Arroz branco, pão refinado, carnes magras e ultraprocessados são naturalmente pobres em magnésio. O arroz branco tem cerca de quatro vezes menos magnésio do que o integral. O pão branco, menos que o de grão inteiro. A tendência de comer mais industrializado foi retirando as fontes naturais do cardápio sem que a maioria das pessoas percebesse.

Não é preciso mudar tudo de uma vez. Mas vale saber quais alimentos entregam o mineral de verdade — e quais parecem saudáveis mas não contribuem tanto quanto aparentam.

Flatlay de alimentos nutritivos — amêndoas, sementes de girassol, linhaça, lentilhas e nozes em tigelas brancas

Foto: Vanessa Loring / Pexels

12 alimentos ricos em magnésio para colocar na lista

Todas as fontes abaixo são acessíveis no mercado brasileiro. As quantidades por porção são aproximadas — variam conforme o preparo, a origem e a marca.

Sementes de abóbora

A fonte mais concentrada de magnésio da lista. 30g de sementes de abóbora torradas têm cerca de 160 mg do mineral — quase 40% da necessidade diária de um adulto. Come como snack, mistura no iogurte ou polvilha na salada. Preço baixo, impacto alto.

Amêndoas

30g de amêndoas têm aproximadamente 80 mg de magnésio. Não precisam de geladeira, são fáceis de carregar e vão bem em qualquer horário. O detalhe: o pacote costuma acabar bem antes do planejado. Isso não é problema do magnésio.

Espinafre cozido

Uma xícara de espinafre cozido entrega cerca de 78 mg de magnésio. O cozimento concentra o mineral — você come mais folha em menos volume. Refogado no azeite, a absorção é boa. O espinafre cru na salada tem menos impacto por porção, mas ainda conta.

Feijão preto cozido

Meia xícara de feijão preto cozido tem aproximadamente 60 mg de magnésio. O feijão que já deveria estar na maioria dos cardápios brasileiros. O feijão carioca tem um pouco menos, mas ainda é boa fonte. Bônus: o caldo de cozimento retém parte do mineral.

Aveia em flocos

40g de aveia crua no café da manhã entregam cerca de 70 mg de magnésio. Fácil de incluir, vai bem com frutas e oleaginosas na mesma refeição. Se você já come aveia regularmente, já está contribuindo bem sem perceber.

Arroz integral

Uma xícara de arroz integral cozido tem cerca de 84 mg de magnésio. Compare com o arroz branco — a mesma porção tem cerca de 19 mg. A diferença é grande. Não é preciso abandonar o branco, mas misturar os dois já faz diferença ao longo da semana.

Castanha de caju

30g de castanha de caju têm em torno de 75 mg de magnésio. Versátil: come pura, usa em receitas, coloca no iogurte. Na hora de comprar, compare o preço por 100g — embalagens menores costumam sair mais caro sem justificativa.

Amendoim

30g de amendoim têm cerca de 50 mg de magnésio. A maioria das pessoas esquece que amendoim é oleaginosa — e uma das mais baratas disponíveis no Brasil. Pasta de amendoim integral, sem açúcar adicionado, também conta e é fácil de incluir no café da manhã.

Quinoa cozida

Uma xícara de quinoa cozida entrega cerca de 63 mg de magnésio. Mais do que o arroz branco na mesma porção, com proteína completa junto. Se já entra na sua rotina, ótimo. Se não entra, não é obrigatório — há outras fontes igualmente boas e mais baratas.

Chocolate amargo (70%+)

30g de chocolate amargo com mais de 70% de cacau têm cerca de 65 mg de magnésio. É uma fonte real, não uma justificativa. O chocolate ao leite tem muito menos porque o percentual de cacau é mais baixo. Para contar como fonte de magnésio, precisa ser o amargo de verdade.

Banana

Uma banana média tem cerca de 32 mg de magnésio — menos do que oleaginosas e sementes, mas é fácil de comer e de carregar. Boa para complementar o conjunto, não para ser a fonte principal.

Abacate

Meio abacate médio tem cerca de 30 mg de magnésio. Não é a fonte mais expressiva da lista, mas entra junto com gordura boa e fibra na mesma porção. Se já faz parte da dieta, conta — e bem.

Tigela com frutas, nozes e sementes coloridas sobre mesa — café da manhã nutritivo com fontes de magnésio

Foto: Los Muertos Crew / Pexels

O que reduz a absorção de magnésio

Saber quais alimentos têm magnésio é metade da equação. A outra metade é o que pode atrapalhar o aproveitamento pelo organismo.

Álcool em excesso interfere na absorção e aumenta a excreção urinária do mineral. Dieta rica em ultraprocessados tende a ser pobre em magnésio por natureza. Cozinhar vegetais em muita água e descartar o caldo elimina parte do mineral — refogar ou cozinhar no vapor perde muito menos. Café e chá em quantidade moderada têm impacto pequeno e não precisam de preocupação específica.

Condições como diabetes tipo 2, doenças inflamatórias intestinais e alcoolismo aumentam o risco de deficiência independentemente do que se come. Nesses casos, suplementação pode ser indicada — mas sempre com orientação médica.

Suplemento ou alimentação: o que realmente funciona

Para a maioria das pessoas sem condição médica específica, ajustar a alimentação já resolve. Suplementação de magnésio pode ser indicada para quem tem síndrome de má-absorção, diabetes não controlado, alcoolismo ou usa certos medicamentos — mas sempre com acompanhamento.

O problema com suplementação sem necessidade: excesso de magnésio causa efeitos gastrointestinais, em especial diarreia. Não é grave, mas é incômodo. E não faz sentido suplementar se a alimentação já resolve com ajustes simples.

Se você está pensando em suplementar porque "come mal", a resposta prática é resolver o que compra antes de adicionar uma cápsula. Atualizar dois ou três itens da lista básica de compras — trocar arroz branco por integral, adicionar oleaginosas — já gera diferença real ao longo do mês.

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Como incluir mais magnésio na semana — sem mudar tudo

Não é necessário redesenhar a dieta inteira. São ajustes de compra que somam ao longo da semana sem exigir mais tempo na cozinha.

Nenhuma dessas mudanças exige orçamento maior. Exige só atualizar o que está na lista antes de sair de casa.

Quando você sabe o que tem em casa, para de comprar em duplicata e começa a comprar o que falta de verdade — incluindo os alimentos que fazem diferença no dia a dia. É para isso que existe a despensa do Mise.

Magnésio já está na lista de compras. Só falta saber qual versão do alimento você está levando pra casa.

Perguntas frequentes sobre alimentos com magnésio

Gus

Criador do Mise. Trocou o arroz branco pelo integral há três anos. O arroz integral continuou sendo arroz.

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